Retrospectiva CNMA: o poder da representatividade

01/04/2020

Retrospectiva CNMA: o poder da representatividade

Ela é engenheira agrônoma, mãe de 3 filhos e produtora de cereais em Capão Bonito, SP. Essa é Elizana Baldissera Paranhos, escolhida para ser a embaixadora da 3ª edição do CNMA – Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, realizado em 2018.

Junto com outras brasileiras que atuam no campo, Elizana integra o universo das mulheres que representam 43% dos trabalhadores rurais no mundo, segundo um levantamento feito pelas Nações Unidas.

Esta foi a iniciativa que a organização do CNMA estabeleceu: convidar uma mulher da vida real para representar as milhares de profissionais que atuam diariamente à frente do agronegócio no país.

Ter uma personalidade à frente do evento deu certo: foram aproximadamente 1.500 congressistas nacionais e internacionais e mais de 40 patrocinadores. Para Elizana, a atitude do CNMA deixava claro que a proposta era não apenas debater cenários reais com pessoas reais, mas valorizar o empenho das mulheres do agro.

“Ter sido a primeira embaixadora do Congresso foi motivo de muita honra. Fiquei feliz em ter sido escolhida, foi um reconhecimento do trabalho que a gente tem feito”, diz Elizana.

A 3ª edição do CNMA também lançava uma novidade: o prêmio “Mulheres do Agronegócio”. Realizado pela Bayer, em parceria com a ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio, a iniciativa visa reconhecer e valorizar a importância da presença feminina no campo e incentivar a atuação delas no setor.

Outra grande observação dos organizadores foi a presença de muitos jovens à frente do negócio, mas que buscavam outro tipo de conteúdo. Assim, o Transamerica Expo Center idealizou o YAMI – Youth Agrobusiness Movement International, evento exclusivamente voltado para os jovens do Agronegócio e que viria se concretizar como uma proposta inovadora, proporcionando maior interatividade entre os congressistas e patrocinadores.