Após AVC, empresária estimula superação e incentiva mulheres a assumirem cargos de liderança

20/04/2022

Após AVC, empresária estimula superação e incentiva mulheres a assumirem cargos de liderança

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil. Conforme dados do Portal de Transparência dos Cartórios de Registro Civil do Brasil, na semana de 16 a 22 de março deste ano, os AVCs causaram 843 mortes no país, sendo a segunda doença de maior letalidade. Estima-se, ainda, que a cada três segundos uma pessoa no mundo sofra um AVC e que uma em cada quatro pessoas terá um derrame na vida.

Apesar dos números, existe prevenção contra o AVC. Para minimizar as chances de um acidente vascular cerebral, é sempre aferir a pressão arterial e fazer um tratamento adequado em caso de hipertensão, uma alimentação saudável com menos sal, açúcar, gorduras, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, realização de exames de sangue para detectar colesterol alto ou diabete e verificar se tem ou não arritmia cardíaca.

E para quem sobrevive a um AVC? Dependendo do caso e da gravidade, é possível reverter sequelas deixadas pelo acidente. Foi o que aconteceu com Elaine Caús.

“Sofri um AVC há pouco mais de três anos. Foi um susto. Jamais imaginei que passaria por isso. Quando aconteceu, eu tinha dois caminhos: aceitar e lutar ou desistir. E me render nunca foi cogitado”, lembra.

Depois do acidente, Elaine mudou alguns aspectos da sua vida: passou a fazer fisioterapia e resolveu usar esse acontecimento para estimular outras mulheres a superarem a si mesmas e assumirem cargos de liderança. 

“Claro que foi uma experiência muito difícil, que exigiu muita disciplina, dedicação, fé e foco. Foi um verdadeiro processo de transformação, onde eu aprendi uma nova força. Pensei comigo: ‘se eu descobri que tenho isso em mim, posso ajudar outras mulheres a encontrarem essa força extra nelas mesmas'”, conta. 

Nesse momento, Elaine fez uma nova descoberta: o amor pelo agronegócio. E foi nesse setor que avaliou ser ainda mais importante o estímulo para outras mulheres assumirem autonomia e cargos de liderança. 

“É uma área muito machista ainda, mas nós podemos fazer tanto quanto os homens. Basta termos oportunidades”.

Para enfrentar e mudar essa realidade, Elaine e parceiras da Academia de Liderança das Mulheres do Agronegócio (ALMA), pela Fundação Dom Cabral, formaram, no Brasil, o primeiro grupo da academia em 2020, a Mulheres Agrosul, onde contaram suas histórias na lida fora e fora da porteira, desmistificando o glamour da mulher no campo. 

Por meio desses depoimentos, mostraram que a mulher do campo também tem todas as condições para ajudar a família.

Já em  2021, com a procura crescente de mulheres buscando capacitação na academia, a Master Mind viu a oportunidade de abraçar mais um desafio: o de liderar mulheres da região no Paraguai. Foi então que surgiu o Mujeres Coop, em que essas trabalhadoras que buscam ajudar seus maridos e familiares conseguem apoio e qualificação profissional.

As duas iniciativas buscam qualificar, de forma mais profunda, as mulheres do agronegócio por meio de eventos, seminários, mentorias, coaching e network entre elas.

“São trocas de experiências, onde vimos também o crescimento de mulheres como CEO em grandes empresas agrícolas, oferecendo oportunidades em níveis sócio-econômico-cultural da agronomia no Brasil e Paraguai”, encerra Elaine.