Brasil é protagonista no uso de energia limpa para a produção de alimentos

27/10/2022

Brasil é protagonista no uso de energia limpa para a produção de alimentos

Em meio à demanda pela descarbonização da matriz energética, País está na linha de frente do uso deste recurso para a alimentação da população

Privilegiado com uma das mais diversificadas matrizes energéticas do mundo, o Brasil é um importante player quando o assunto é energia. Para a produção de alimentos, esse posicionamento é crucial para que a comida chegue à mesa não somente dos Brasileiros, mas às pessoas de todo o mundo.

Estiveram reunidos para debater este tema a Gerente Executiva de Sustentabilidade na Copersucar, Beatriz Milliet, o CEO da UNICA, Evandro Gussi, e a Diretora de Operações Agroindustriais da Raízen, Thais Fornícola Neves. A conversa foi mediada pela jornalista especializada em agro da Argus Media, Alessandra Mello.

A descarbonização do mundo deve seguir como o foco no que se refere à produção de energia, segundo Beatriz Milliet. “Considerando o cenário de guerra entre Rússia e Ucrânia que gerou uma crise de abastecimento de combustíveis fósseis, hoje o Brasil se depara com uma oportunidade de difundir suas tecnologias para a descarbonização da matriz energética mundial. O País é um pioneiro e exemplo na geração de energia limpa, e a produção de alimentos se beneficia disso. O agro evoluiu ao longo dos anos e tem se desenvolvido cada vez mais sustentável, e isso deve ser entendido por toda a sociedade”.

Em relação ao setor sucroenergético, Evandro Gussi defende que este segmento do agro nacional é sustentável. “Mais do que isso, hoje temos a sustentabilidade como um negócio. Vendemos serviços dessa natureza, de retirada de gás carbônico do ar, e isso é revolucionário. O setor ajuda o Brasil a chegar na posição que o mundo almeja chegar nos próximos 30 anos”.

Gussi, ao falar sobre a eletrificação dos veículos, defende que essa tecnologia não irá substituir o etanol brasileiro a curto prazo. “Muitos me perguntam se o setor sucroenergético vai acabar com a popularização do carro elétrico. Ele não é nosso inimigo. Há uma distinção entre a tendência para mobilidade e a resposta tecnológica para essa tendência. O direcionamento, nesse sentido, é a redução da emissão de gás carbônico, e o etanol, que já tem uma produção e um mercado consolidados, atende muito bem essa proposta”. Thais Fornícola Neves ecoa o que Beatriz Milliet apontou sobre a oportunidade que o Brasil se depara, afirmando que o Brasil é um dos protagonistas na descarbonização do mundo. “Tudo que aprendemos dentro da Raízen é compartilhado para o produtor, agregando ainda mais para esse elo da cadeia. Ao longo do tempo, conseguimos aperfeiçoar a tecnologia e reduzir a pegada de carbono causada pelo etanol, além de incentivarmos outras fontes sustentáveis, como o biogás e o biometano, que tem ganhado espaço como substituto de energia para produção industrial. O mundo pede pela descarbonização, e o Brasil está na linha de frente deste desafio”, finaliza.