Colaboração, inovação e ESG ditam o futuro da cadeia produtiva brasileira

28/10/2022

Colaboração, inovação e ESG ditam o futuro da cadeia produtiva brasileira

Digitalização do setor contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio nacional

Num contexto empresarial cada vez mais marcado pela união dos elos da cadeia produtiva e pela demanda por iniciativas responsáveis no âmbito socioambiental, a busca por inovações e adequação aos critérios ESG é crescente, inclusive para que o agronegócio amplie seu acesso ao público.

A discussão deste tema contou com a participação do Líder de Soluções Digitais da Divisão Agrícola da Bayer, Abdalah Novaes, da Diretora Geral da Elanco, Fernanda Hoe, da Diretora de Sustentabilidade da Friboi, Liège Vergili Correia, e do Gerente de Carbono da UPL, Rogério Melo. A Secretária Executiva da Rede ACV, Sonia Chapman, conduziu o debate.

Na visão de Abdalah Novaes, a questão da sustentabilidade no País só tende a alavancar com a digitalização do agro. “O Brasil já é o futuro da sustentabilidade, mas não é reconhecido pelo que faz. A digitalização vai nos ajudar a disseminar o trabalho que já é realizado nacionalmente. A tecnologia e as inovações contribuem para a solução de problemas que os produtores possuem no dia a dia”.

Para Fernanda Hoe, o fato de o ESG estar em pauta atualmente representa uma oportunidade para as cadeias produtivas do agro. “O que o agronegócio tem buscado é se comunicar, dialogar com a população como um todo. O movimento que muitas empresas vêm realizando de adequação aos padrões ESG reforça essa procura pela conversa com a sociedade, para que ela tenha acesso aos benefícios que o campo proporciona diretamente ao País e ao mundo. Por isso, é fundamental levar informação e qualificação para o ambiente rural”.

Sobre a sustentabilidade na pecuária, Liège Vergili Correia destaca a evolução do conceito de ESG para a valorização do patrimônio socioambiental brasileiro. “Hoje, o tripé da sustentabilidade é o meio ambiente, a governança e o aspecto social, sendo este o mais importante e representativo. Precisamos olhar para esse social, um dos nossos maiores patrimônios.

A união do setor, baseada na digitalização e na tecnologia, é fundamental para o sucesso da produção no País, segundo Rogério Melo. “Quando há a colaboração legítima da cadeia, todo o processo torna-se mais produtivo. O Brasil era um importador de alimentos, mas hoje produz pelo modelo ecológico, mais intensivo por hectare. Isso significa que nos reinventamos sob o ponto de vista de sustentabilidade, o que nos posiciona como imbatíveis da porteira para dentro. O caminho para o futuro é continuar a expansão da digitalização, da biotecnologia e das biosoluções”, encerra.