Tecnificação da cadeia produtiva da proteína animal destaca o Brasil na alimentação do mundo

28/10/2022

Tecnificação da cadeia produtiva da proteína animal destaca o Brasil na alimentação do mundo

Investimentos e participação da mulher garantirão ainda mais qualidade e eficiência na produção pecuária nacional para o futuro

Representando 33% do valor bruto da produção nacional e empregando 40% da mão de obra disponível no agro, a cadeia produtiva da proteína anima é fundamental não só para produzir alimentos, mas para gerar renda ao Brasil como um todo, em função da grande parcela das exportações nacionais que este segmento representa. Nesse sentido, o investimento nesse setor permite que a pecuária possa trilhar cada vez mais nos caminhos da sustentabilidade sem perder produtividade e qualidade.

Com a moderação da Assessora Técnica da CNA Brasil, Marina Ferreira Zimmermann, este assunto foi tema de conversa entre o Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, o Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram), Juliano Sabella, o Presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro, e o Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Para Geraldo Borges, a diversidade de formas de produção de proteína animal é um dos diferenciais do Brasil no mercado internacional. “A organização do setor é fundamental para que o País continue crescendo. Somos um país continental, com todos os estilos de produção, manejos diferentes em todos os estados. Porém, de todas essas maneiras e jeitos, precisamos algumas palavras-chave: eficiência e responsabilidade, no que se refere a bem-estar animal, meio ambiente e qualidade de trabalho para quem atua nas fazendas. Planejando o futuro a partir dessas pautas, temos muito a crescer ainda”.

No contexto de guerra entre Rússia e Ucrânia, Juliano Sabella acredita que a fragilidade da segurança alimentar no mundo reforçou novamente a posição do Brasil como celeiro do mundo. “Somos um dos celeiros do mundo, com condições de alimentar as pessoas, e a Europa começa a validar isso. Ficou evidente que o mundo depende da nossa produção de grãos e de proteína para a alimentação das pessoas. Para continuarmos nutrindo o planeta, além de revisitarmos as políticas fiscais que cercam os suplementos minerais, é fundamental atrairmos as mulheres para a cadeia produtiva, pois elas têm o olhar para a implantação de novas tecnologias e a busca de informação para o crescimento do setor”.

A tecnificação da atividade pecuária é o caminho para o sucesso deste segmento na questão de qualidade dos produtos, aponta Oswaldo Pereira Ribeiro. “Manter o emprego de tecnologia nas fazendas é essencial para garantirmos a sanidade e a qualidade dos nossos produtos, ao mesmo tempo que se agrega valor a eles. A união da cadeia também se faz necessária, desde o campo até a indústria de embalagens e os açougues, por exemplo, para comprovar e destacar a qualidade do trabalho de todo o setor para a população brasileira, o maior mercado consumidor da pecuária nacional”.

O investimento nos produtores e nas mulheres do agro também é um fator que trará sucesso à cadeia produtiva, de acordo com Ricardo Santin. “Nós precisamos andar para frente, investindo no nosso produtor e nas mulheres, para que cresça o número de protagonistas femininas no setor, com suas visões e formas de executar as atividades. Dessa forma, continuaremos a ser parte da solução para a questão da fome no mundo, preservando o meio ambiente simultaneamente. Para quantificar isso, o setor de aves, suínos e ovos emprega mais de 500 mil trabalhadores e mais de 150 países recebem produtos brasileiros. Esses dados justificam a demanda por investimento no segmento e na cadeia produtiva como um todo”, conclui.