ONG Cidades Sem Fome leva sustentabilidade e geração de empregos para o ambiente urbano

28/10/2022

ONG Cidades Sem Fome leva sustentabilidade e geração de empregos para o ambiente urbano

Organização ocupa áreas ociosas para a implantação de hortas urbanas e escolares

Com inspiração nos modelos utilizados pelo agro, a organização não governamental Cidades Sem Fome foi apresentada durante o 7º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA). O foco da ONG é a implementação de hortas urbanas, gerando renda, empregos e estímulo para o desenvolvimento da agricultura sustentável nas cidades brasileiras.

Para o CEO da organização, Hans Dieter Temp, o projeto nasceu também com a ideia de inserir pessoas com baixa escolaridade e sem trabalho na sociedade. “Esta é uma iniciativa simples, mas, na minha visão, muito impactante, pois criamos oportunidade de trabalho e renda, além de transformar espaços urbanos ociosos em áreas preservadas, e sustentáveis. Por meio da produção de alimentos, o objetivo é preservar o ambiente urbano e gerar renda para a população”.

A ONG já possui convênios e parcerias com instituições como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por exemplo. De acordo com Temp, essa união de forças é importante para a disseminação da iniciativa. “Existem grandes vazios e áreas não utilizadas nas cidades, que acabam se transformando em lixões ou locais para proliferação do mosquito da dengue. Nossa proposta é ocupar esses espaços urbanos, realizando parcerias com os proprietários dessas áreas para a implantação de hortas que contribuem, inclusive, para a merenda escolar”.

A responsável pela implantação de hortas escolares da ONG Cidades Sem Fome, Beatriz Medice, mapeou, na Zona Leste de São Paulo, 19 hortas em escolas, mas aponta que o potencial de ocupação destes espaços é exponencialmente maior. “689 escolas públicas da Zona Leste apresentam áreas que podem ser utilizadas para o cultivo de alimentos no ambiente escolar. Essa iniciativa não é positiva somente para os números de produção, mas também como uma ação educativa para as crianças, que aprendem a importância dos cuidados com a comida, a terra e o meio ambiente”.

Beatriz ainda afirma que o projeto consegue assistir famílias em situação de vulnerabilidade alimentar. “O cultivo feito pelos alunos melhora a diversidade dos alimentos em regiões muito vulneráveis, em que, muitas vezes, a criança se alimenta apenas na escola. Nesse sentido, é muito importante a família receber a sacolinha da horta escolar para prover produtos saudáveis e de qualidade nas refeições”, encerra.

Conscientizar as pessoas, principalmente as crianças, para um futuro com agricultura sustentável é uma das consequências do trabalho realizado pela ONG, segundo Beatriz Medice. “No coração das crianças, plantamos uma semente. Para as meninas que estão longe da natureza, em situação de fragilidade econômica e alimentar, produzimos lembranças afetivas que serão guardadas para sempre. Horta também é uma forma de incluir as pessoas na sociedade”, finaliza. Conheça mais sobre a ONG Cidades Sem Fome: https://www.cidadessemfome.org/