9ª EDIÇÃO

IMPRENSA

Dia Internacional das Engenheiras: Mesmo minoria no setor, mulheres são referências para gerações futuras

A engenharia é uma das áreas das ciências exatas que mais contribuem para o desenvolvimento da sociedade, isso porque os profissionais da categoria são responsáveis pela manutenção de máquinas, estruturas, sistemas de dados, e até mesmo pelo trabalho realizado no campo. No entanto, a representatividade feminina ainda é muito pequena no setor.

De acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), as mulheres representam apenas 20% do total de engenheiros cadastrados nos 27 Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREAs).

A baixa inserção de mulheres nas diferentes áreas da engenharia vai além da falta de interesse. Desde criança, meninas são incentivadas a optar por brincadeiras mais ligadas ao cuidado humano, enquanto meninos são incentivados a ter contato com jogos de raciocínio lógico, aventura, máquinas, carros e tecnologia.

Para a engenheira agrônoma, Priscilla Fagundes, faltam modelos de referência para mulheres seguirem por profissões que são, na percepção da sociedade, masculinas. “Meninas são encorajadas a estudar cursos ligados à saúde ou educação, enquanto os meninos, as áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática)”, conta.

Priscilla, que atualmente é coordenadora do Programa Rotas Rurais da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e já foi diretora do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), também estudou muito para exercer a sua função e conta que a formação sempre foi fundamental para guiar a sua carreira.  “O olhar da engenharia foi fundamental para a transformação e modernização da comercialização agrícola, desde ferramentas que dessem transparência às negociações, quanto logística, tecnologia pós-colheita, entre outros”, relata.

Além da falta de incentivo e referências nesse meio, mulheres que optaram por seguir carreira na engenharia, também relatam que não foi um caminho fácil a ser percorrido, muitas delas eram as únicas pessoas do sexo feminino em uma sala de aula ou em um ambiente de trabalho. “Eu já trabalhei em uma empresa, que era uma mulher para dez homens”, relata Maria Pinotti Carbonari, 28 anos, engenheira da computação, que hoje trabalha com a família na Vinícola Santa Maria, em São Bento do Sapucaí.

Segundo a jovem, que já trabalhou em bancos, seu interesse pela área vem de família, por meio da convivência com o pai, que é engenheiro mecânico.  “Sempre acompanhei o trabalho dele, o que acabou influenciando a minha escolha e moldando meu raciocínio lógico e a curiosidade de entender como as coisas funcionam”, relembra.

Mas, apesar de ainda serem minoria na área, as gerações futuras terão referências no setor, como é o caso de Christiane Morais, formada em engenharia civil, e a primeira mulher na história a ser presidente da Câmara Setorial de Carne Bovina na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.  “Sempre fui incentivada a correr atrás dos meus sonhos. Estudei muito, me capacitei e sempre me posicionei para ser respeitada”, ressalta a empresária, que possui uma das propriedades mais tecnológicas na área de genética animal. Além disso, a engenheira participa de oito conselhos ligados ao agronegócio, e é Campeã Brasileira de Hipismo.

Já para a engenheira agrônoma, Raphaella Tonoli, 34 anos, a sua paixão pela área veio de seu falecido pai, que era engenheiro civil. “Sempre fui apaixonada pelo agro e vi na agronomia um caminho promissor”, conta.  Além da influência do pai, Raphaella relata que, durante um intercâmbio em Portugal, onde conheceu o marido – que também é agrônomo -, acabou se apaixonando pelo negócio da família dele: a produção de cachaça. “A engenharia permite otimizar nossos processos de produção e garantir a qualidade da nossa cachaça, aliando tradição e inovação”, afirma a jovem que trabalha junto ao marido no Alambique JP.

Para as engenheiras, o dia 23 de junho, Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, representa uma oportunidade de celebrar as conquistas das mulheres na área, aumentar a visibilidade feminina e inspirar as novas gerações de meninas a seguirem por essa carreira. “É necessário a criação de políticas educacionais, que promovam a igualdade de gênero. É um processo gradual, que envolve mudanças culturais profundas e investimentos significativos em igualdade de oportunidades e representação”, conclui Priscilla Fagundes.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo

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Juliana Bonassa

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